Encontro entre Kirill e Francisco salvou milhares de sírios

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REUTERS1260321_ArticoloO Sínodo da Igreja Russa declarou que o encontro do Patriarca Kirill de Moscou e de Todas as Rússias e o Papa Francisco, ajudou a resolver o conflito na Síria.

“A declaração conjunta do Patriarca Kirill e do Papa Francisco contribuiu para alcançar a reconciliação na Síria e, assim, ajudou a salvar milhares de vidas”, afirma o site da Igreja Russa, ao resumir os resultados da sessão do Sínodo realizado em São Petersburgo.

Hierarcas destacaram a importância do apelo “por ações imediatas voltadas a impedir novos deslocamentos de cristãos do Oriente Médio”, e de não poupar esforços “com o objetivo de derrotar o terrorismo, com ações conjuntas”, coordenadas conjuntamente”, dirigido à comunidade internacional, expresso pela declaração conjunta do Patriarca e o Pontífice.

Membros do Sínodo expressaram a esperança de “uma maior consolidação das forças que lutam contra o terrorismo”. Eles também reconheceram como oportunas as considerações sobre a discriminação dos cristãos e da crise da família em certos países, expressas na Declaração conjunta e o pedido para se respeitar o direito essencial à vida, incluindo o direito dos bebês no útero da mãe.

Os participantes da sessão abordaram o tema da Ucrânia também referida na Declaração conjunta do Papa e do Patriarca. Os membros do Sínodo sublinharam que a Unia (greco-catolicismo) permanece como uma ferida não cicatrizada nas relações entre ortodoxos e católicos e ressaltaram a importância do apelo à reconciliação entre ortodoxos e católicos gregos manifestado pelo Patriarca e o Papa.

O Sínodo espera que o apelo dos líderes ortodoxos e católicos seja ouvido por “todos os lados do confronto civil na Ucrânia”, e exorta os defensores do cisma da igreja na Ucrânia “para voltar ao redil salvífico da Igreja Ortodoxa.”

O Sínodo exortou os bispos e clérigos para explicar aos clérigos, monges e fiéis a mensagem da declaração conjunta do Papa e do Patriarca, que é um texto que não deve ser considerado como “questões teológicas, dogmáticas e eclesiásticas”, mas sim voltado aos graves problemas sociais, políticos, morais da presente”.

O Patriarca de Moscou e o Papa Francisco reuniram-se pela primeira vez após o Grande Cisma de 1054, no dia 12 de Fevereiro, em Havana. A reunião havia sido preparado em segredo por dois anos. A questão da realização dessa reunião estava na agenda ortodoxo-católico por mais de 20 anos. O Patriarca Kirill e o Papa Francis assinaram uma Declaração conjunta na reunião em que abordam muitos problemas atuais para ortodoxos e católicos.

Por Rádio Vaticano

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