Papa pede para globalizar a empatia, não a indiferença

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AP3422417_ArticoloO Papa Francisco recebeu em audiência nesta sexta-feira, 29, cerca de 700 participantes da 3ª Conferência Internacional de Medicina Regenerativa, promovida e organizada pelo Pontifício Conselho da Cultura e parceiros.

No discurso aos presentes, o Santo Padre propôs a globalização da empatia em substituição à globalização da indiferença nesses casos em que é preciso lidar com pessoas com doenças raras. A conferência abordou vários temas, como tumores infantis e doenças raras.

Francisco citou as inúmeras ocasiões em que teve a oportunidade de se encontrar com pessoas que sofrem de patologias raras – estimadas em 300 milhões em todo o mundo. “A esses pacientes, de fato, não é dedicada suficiente atenção, porque não se entrevê um consistente retorno econômico aos investimentos feitos”.

De modo especial, Francisco ressaltou três aspectos que devem ser levados em consideração quando se fala de medicina e cultura. O primeiro é a sensibilização. “É de fundamental importância promover na sociedade o crescimento do nível de empatia, para que ninguém fique indiferente às invocações de ajuda do próximo. A sensibilidade humana deve ser universal, independente do credo religioso, da classe social ou do contexto cultural”.

O segundo aspecto é a pesquisa – entendida seja no âmbito da educação, seja da investigação científica. O Papa defendeu a importância de os estudantes da área receberem uma formação humana adequada, com especial referência à ética. “A pesquisa, seja em âmbito acadêmico, seja industrial, requer uma constante atenção às questões morais para ser instrumento de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana. Do mesmo modo, a formação e pesquisa exigem ser inseridas no horizonte do serviço aos valores nobres, como a solidariedade, a gratuidade e a compartilha do saber”.

O terceiro aspecto ressaltado por Francisco foi o acesso aos tratamentos. Citando sua Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o Papa recordou a necessidade de combater uma economia da exclusão e da desigualdade, que semeia vítimas quando o mecanismo do lucro prevalece sobre o valor da vida humana. “Esta é a razão pela qual à globalização da indiferença é preciso contrapor a globalização da empatia. Por isso, somos chamados a divulgar o problema das doenças raras em escala mundial, a investir na formação mais adequada, a incrementar os recursos para a pesquisa e a promover a mudança de paradigma econômico para que a pessoa humana seja privilegiada”.

O Papa concluiu encorajando pessoas e instituições envolvidas nas iniciativas do Pontifício Conselho para a Cultura, como a Fundação Vaticana Ciência e Fé – STOQ e a Fundação Stem for Life, para que neste Ano Jubilar possam ser cooperadores qualificados e generosos da misericórdia do Pai.

Além de médicos, pesquisadores e pacientes, participou do Congresso também o Vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Esta manhã, ele fez uma palestra sobre os esforços para acelerar a pesquisa sobre o câncer e os progressos da medicina regenerativa.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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