Santa Sé na ONU: liberar a droga não é forma de combatê-la

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ANSA932593_ArticoloA família desenvolve um papel fundamental na luta contra a droga, que não é combatida ao ter seu uso liberado. Esse foi o posicionamento da Santa Sé na sessão especial da Assembleia Geral da ONU realizada em Nova York.

A intervenção foi feita pelo observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, que participa da reunião cujo objetivo é definir orientações gerais e as prioridades das políticas mundiais sobre drogas para as próximas décadas.

Em sua intervenção, Dom Auza reiterou a oposição da Santa Sé à legalização do uso das drogas, cuja difusão – destacou citando o Papa Francisco – se constata, em vez disso, enfrentando os problemas que são a causa do uso.

Prevenção começa na família

“A Santa Sé nunca destacará o suficiente a importância da família nas estratégias de prevenção, tratamento, reabilitação e reinserção. As crianças que crescem em família cuidam delas de fato normalmente recebem a educação necessária para que digam ‘não’ às drogas ilegais”.

O representante da Santa Sé fez a ressalva de que mesmo nas famílias unidas algumas pessoas podem se tornar vítimas do abuso do uso de drogas. Nesses casos, essas pessoas precisam do apoio e do cuidado de seus familiares e da comunidade, enfatizou o arcebispo, junto a uma assistência social e de saúde eficaz e acessível.

Dom Auza advertiu que é importante não colocar no mesmo plano usuários e traficantes de drogas. “Nem todos os crimes ligados à droga ilegal têm a mesma gravidade e uma resposta desproporcionada não ajudaria a reabilitação dos toxicodependentes”.

O problema da droga e de seus consequentes males afetam todo o mundo. Por isso Dom Auza defendeu, por fim, a necessidade de uma cooperação internacional rumo a uma estratégia integrada e equilibrada para enfrentá-la.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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